segunda-feira, 25 de março de 2013

este é o ano ideal para comprar casa ou investir no arrendamento

especialistas entendem que em tempos de crise é possível fazer bons negócios

especialistas entendem que em tempos de crise é possível fazer bons negócios

o facto de os bancos estarem a cortar na concessão de crédito à habitação, dificultando as condições de acesso dos empréstimos, não significa que esta seja uma altura má para comprar casa. pelo contrário. o mesmo se pode dizer no que diz respeito à aposta no mercado de arrendamento. “nunca é nos picos do mercado ou no fundo do ciclo que se fazem os grandes negócios. estamos claramente na ‘zona segura de investimento’ que irá estabilizar progressivamente o mercado”, considera ricardo sousa,.
 
segundo o responsável, esta é a melhor altura para comprar casa ou investir no mercado imobiliário. “todos caímos na mesma armadilha de raciocínio. se o mercado está em alta, acreditamos que o preço vai continuar a subir e compramos. quando o mercado está em baixa, acreditamos que o preço vai continuar a baixar e não compramos...a verdade é que ninguém, muito menos nos dias de hoje, pode prever as alterações de ciclo económico e imobiliário”, adianta, citado pelo jornal i

menos optimista está luís lima, presidente da associação dos profissionais e empresas de mediação imobiliária de portugal (apemip), que prevê que este ano será difícil para todos os sectores, incluindo o imobiliário: “no mercado de compra e venda, deverá continuar a haver procura e oferta, mas a maior parte da procura interna continuará a ter dificuldades em ter acesso ao crédito à habitação e a ter receio de avançar com a compra de um imóvel num período em que a instabilidade laboral é tão grande”

perante esta situação, assegura luís lima, a procura pelo mercado de arrendamento tende a aumentar ainda mais. “há esperança de que as novas condições possam ajudar a dinamizar esta área de negócios [arrendamento], que tem fortes potencialidades para cativar o investimento externo, o que se torna fundamental para o mercado de reabilitação urbana e para o turismo residencial”, conta, salientando que para haver “uma verdadeira dinamização deste mercado, será necessário baixar os preços dos chamados arrendamentos novos, para valores competitivos face aos de uma prestação bancária de um crédito” à habitação
 

artigo publicado em jornal i 

segunda-feira, 11 de março de 2013

buscas a bancos por combinação de “spreads” deu-se após denúncia do barclays


em causa estão suspeitas de cartelização da banca para combinar "spreads"
o raide que a autoridade da concorrência (adc) realizou quarta-feira (dia 6) a várias instituições bancárias teve origem numa denúncia do barclays. o processo de contra-ordenação por suspeitas de cartel, combinando “spreads” e comissões no crédito à habitação e ao consumo com prejuízo para o consumidor foi aberto há mais de dois meses pelo regulador, tendo sido iniciado após denúncia do barclays ao abrigo de regime de clemência – quando a notícia foi avançada apenas se sabia que se tratava de uma denúncia anónima

apesar de manuel sebastião, presidente da adc, ter recusado comentar a possibilidade de ter sido o barclays a realizar a denúncia que iniciou o processo, tal terá mesmo sucedido, assegura o diário económico. citado pela publicação, o responsável disse que “se houve um denunciante, só quando for feita a nota de ilicitude se saberá o nome”

artigo publicado em diario económico

crédito à habitação: “spreads” não baixam há mais de um ano



quanto mais altos forem os "spreads", mais cara será a prestação da casa


os "spreads" do crédito à habitação estão congelados há mais de um ano, ou seja, os bancos não baixam as margens exigidas nos empréstimos para a compra de casa, que são bastante altas, apesar da melhoria registada nas condições de financiamento. o facto de os “spreads” estarem elevados faz com que muitos portugueses não tenham hipótese de recorrer à banca para comprar casa, porque as prestações tornam-se incomportáveis

segundo as contas do jornal de negócios, desde janeiro de 2012, praticamente nenhum dos maiores bancos portugueses alterou as taxas cobradas. apenas o bcp o fez, mas aumentando-as: subiu o “spread” mínimo para 3,75% e o máximo, para os clientes com maior risco, para 5,5%

a publicação escreve que “no início do ano passado o ‘spread’ médio mínimo era de 3,35%”, mas que actualmente é de 3,4%, sendo que o bpi tem o ‘spread’ mais baixo (2,5%) e o bes o mais alto (4%). no que diz respeito aos “spreads” mais altos, o bes cobra 6,5%, o que “torna bastante caro o crédito, apesar das taxas de mercado (que são adicionadas à margem do banco) estarem em mínimo histórico”, lê-se

artigo publicado em jornal de negócios