terça-feira, 20 de novembro de 2012

valor das casas na posse dos bancos sobe 20% este ano



em setembro, os cinco maiores bancos tinham 4,3 mil milhões em imóveis no seu balanço.

a crise e a austeridade estão a fazer com que haja cada vez mais pessoas a ter de entregar a casa aobanco porque não conseguem pagar a prestação da mesma. só este ano, o valor dos imóveis no balanço dos cinco maiores bancos nacionais (bes, bcp, bpi, cgd e santander totta) aumentou cerca de 20%.

no final de setembro, as cinco entidades financeiras tinham 4,3 mil milhões de euros em imóveis e outros activos não financeiros no seu balanço, provenientes sobretudo de processos de dação em pagamento, mas também de execuções por incumprimento. trata-se de um aumento de 19,3% desde o início do ano, segundo o jornal de negócios. no final do ano passado, o valor inscrito na rubrica de "activos não correntes detidos para venda" dos cinco bancos era de cerca de 3,6 mil milhões de euros.

de acordo com a publicação, o bes é o “principal responsável por este crescimento”. já que nos primeiros nove meses do ano viu o valor no seu balanço passar de 1,6 mil milhões de euros para 2,17 mil milhões. a tendência foi de subida em todos os bancos, mas esta tem, no entanto, vindo a atenuar-se: nos últimos 12 meses, e considerando apenas os quatro maiores bancos privados nacionais, o crescimento foi de 83%, o que compara com 20% este ano.

os dados da associação dos profissionais e empresas de mediação imobiliária de portugal (apemip) confirmam, de resto, este cenário, já que, no terceiro trimestre, foram entregues à banca 1.100 imóveis em dação em pagamento, metade do que se registou entre janeiro e março. desde janeiro, foramdevolvidas aos bancos 4.400 casas.
 
publicado por Retrato de equipa@idealistaequipa@idealista

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

bce já fez prestação da casa descer quase 20%



em causa está a constante descida das taxas euribor.

a prestação da casa vai continuar a descer nos próximos tempos. os mínimos históricos das taxas euribor que se têm vindo a registar, e que surgem na sequência do corte de juros realizados pelo presidente do banco central europeu (bce), o italiano mario draghi, vão fazer com que o valor mensal a pagar ao banco pelo crédito à habitação recue para o nível mais baixo de sempre no próximo mês. de acordo com o jornal de negócios (jdn), desde que monti assumiu a presidência do bce, há praticamente um ano, o fardo das famílias portuguesas com o crédito à habitação reduziu quase 20%.

segundo a publicação, num ano de governação no bce, mario draghi adoptou uma atitude mais proactiva, baixando a taxa de juro de referência em três ocasiões: actualmente está nos históricos0,75%. os cortes de juros, associados às injecções de liquidez, fizeram com que as taxas euribor afundassem, o que funcionou como que um balão de oxigénio para as famílias portuguesas: “parece-me que não terá sido o objectivo principal do bce, e de draghi, ao baixar os juros. [mas] tratou-se de umefeito colateral positivo para os portugueses”, referiu filipe garcia, economista da imf.

as contas do jdn concluem que, no espaço de um ano, os encargos das famílias com o financiamento para a compra de casa encolheram 17,2% nos créditos indexados à euribor a três meses. no prazo a seis meses, a indexante mais usada no país para efeitos de crédito à habitação, a descida é semelhante (17%), sendo que as famílias estão a poupar mais de 66 euros por mês.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

autarquias querem baixar imi para compensar aumento de impostos

associação nacional de municípios portugueses emitiu um parecer negativo sobre o oe2013
a associação nacional de municípios portugueses (anmp) emitiu um parecer negativo sobre oorçamento do estado para 2013 (oe2013), que já seguiu para o parlamento. uma das propostas sugeridas pela associação passa pela aplicação de taxas mínimas de imposto municipal sobre imóveis (imi) mais baixas face à lei. uma forma de compensar os portugueses pelo aumento da carga fiscal.
de acordo com o diário económico, que teve acesso à proposta da anmp, a elevada carga fiscal que recai sobre os contribuintes justifica a “possibilidade de as autarquias, se assim o entenderem,deliberarem aplicar taxas mínimas mais reduzidas que as actualmente em vigor".
desta forma, a anmp propõe uma alteração ao código do imi: as taxas mínimas a aplicar aos prédios urbanos diminuiriam para 0,4% - actualmente variam entre 0,5% e 0,8% - e as taxas mínimas a aplicar aos prédios urbanos já avaliados segundo as regras do novo código baixavam para 0,2%, já que o actual intervalo varia entre 0,3% e 0,5%.
trata-se de uma redução que permitiria às assembleias municipais, que decidem a taxa de imi a aplicar no município, baixar a tributação sobre o património. sublinhe-se que, segundo cálculos da unidade técnica de apoio orçamental, a carga fiscal sobe de 32,4% para 34,2%.
publicado por Retrato de equipa@idealistaequipa@idealista

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

IRS: senhorios arriscam pagar o dobro

os senhorios poderão ter de pagar mais do dobro de IRS em 2013 no caso de elegerem a tributação autónoma das rendas. É que a opção, inscrita na proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano, foi bem acolhida pelos proprietários, mas o valor da taxa (28%) é considerado excessivo.

De acordo com a edição desta quarta-feira do «Diário de Notícias», os rendimentos oriundos das rendas pagaram 292 milhões de euros de IRS em 2010, mas o montante vai subir a partir de 2013. Por um lado, devido ao efeito da subida os escalões e taxas do IRS (para quem opte pelo englobamento); por outro, devido à taxa de tributação autónoma, sendo de esperar que ultrapasse o patamar dos 500 milhões. Ainda que escape à sobretaxa de 4% imposta por Vítor Gaspar.

Só em em 2010, as famílias declararam 2,967 mil milhões de euros de rendimento bruto proveniente de rendas, montante ao qual puderam deduzir o valor pago com o IMI assim como despesas de conservação e de manutenção devidamente comprovadas. Ora, assumindo que correspondem a um terço do rendimento bruto, os senhorios passam a pagar qualquer coisa como 560 milhões de euros de imposto, no caso de optarem pela taxa autónoma.


Fonte: Agência Financeira

sábado, 13 de outubro de 2012

taxa liberatória de 28% para as rendas avança já em 2013

 
 
taxa autónoma para as rendas está prevista na versão preliminar da lei do orçamento do estado para 2013
esta era uma velha reinvidicação do sector imobiliário, que a considera imprescindível para incentivar o investimento no mercado de arrendamento. a partir do próximo ano, os rendimentos prediaispassam a ser tributados a uma taxa autónoma de 28%, a mesma taxa liberatória que passarão a ter os rendimentos de capitais. a medida já estava prevista na nova lei das rendas, mas devido às restrições orçamentais não era líquido que avançasse em 2013
até agora, os rendimentos prediais eram anexados aos restantes rendimentos e taxados em sede de irs, do senhorio. com a criação desta taxa autónoma de 28%, os senhorios passam a poder optar entre a prática vigente até agora ou o pagamento autónomo, consoante a taxação que lhes seja mais favorável, explica o diario económico
durante a reforma do arrendamento urbano e da reabilitação previa-se a criação de uma denominada "taxa especial", que poderia aproximar-se da actual taxa liberatória de 25% sobre os depósitos bancários. tal como previsto, a nova taxa autónoma, que está prevista nas alterações ao irs, naversão preliminar da lei do orçamento do estado para 2013, será idêntica à taxa liberatória para os rendimentos resultantes de depósitos a prazo, uma vez que também esta passa em 2013 para 28%.
 

artigo publicado em diario económico

terça-feira, 2 de outubro de 2012

autoridade da concorrência rejeita prática desleal na venda de casas pelos bancos



o deputado do psd, paulo batista santos, considera que a resposta da autoridade da concorrência é "insuficiente",

um mês depois, a autoridade da concorrência (adc) deu resposta às questões levantadas pelodeputado do psd, paulo batista santos, sobre a alegada prática de condições preferenciais pelos bancos na venda de casas que têm no balanço. segundo o jornal de negócios, a entidade presidida pormanuel sebastião "não vê indícios de práticas restritivas da concorrência neste sector"

o deputado do psd já veio dizer que a resposta da autoridade da concorrência é "insuficiente", e o sefin (associação portuguesa dos utilizadores e consumidores de serviços e produtos financeiros) pondera agora recorrer para entidades europeias



artigo publicado em jornal de negócios

sábado, 29 de setembro de 2012

imobiliárias: casas estão com rendas mais baixas



o orçamento das familias é cada vez mais apertado e as imobiliárias baixam os preços.

apesar de haver cada vez mais portugueses a optar pelo arrendamento perante a dificuldade de acesso ao crédito para a compra de casa, em algumas imobiliárias está-se a assistir a uma descida dospreços das rendas. de acordo com o diário económico, na remax, por exemplo, a diminuição rondará os 8% e 9% face aos valores de 2011 enquanto na century 21 a descida chega aos 20%, em termos médios. a culpada é a crise económica.

"actualmente existe uma nova tipologia de procura no arrendamento: procura de tipologia por rendimento disponível e procura de tipologias por zona. estes consumidores têm um rendimento disponível limitado para alocar à habitação e este facto tem forçado um ajuste no valor das rendas, sobretudo nos concelhos limítrofes de lisboa", explica ricardo sousa, administrador da century 21, ao mesmo jornal. uma opinião corroborada por beatriz rubio, ceo da remax.

"estamos a viver uma altura de crise, em que os proprietários têm noção do mercado e da oferta que existe em termos de arrendamento. há mais abertura para negociar com os clientes a prestação do imóvel", refere a responsável.


artigo publicado em diario económico