segunda-feira, 11 de março de 2013

buscas a bancos por combinação de “spreads” deu-se após denúncia do barclays


em causa estão suspeitas de cartelização da banca para combinar "spreads"
o raide que a autoridade da concorrência (adc) realizou quarta-feira (dia 6) a várias instituições bancárias teve origem numa denúncia do barclays. o processo de contra-ordenação por suspeitas de cartel, combinando “spreads” e comissões no crédito à habitação e ao consumo com prejuízo para o consumidor foi aberto há mais de dois meses pelo regulador, tendo sido iniciado após denúncia do barclays ao abrigo de regime de clemência – quando a notícia foi avançada apenas se sabia que se tratava de uma denúncia anónima

apesar de manuel sebastião, presidente da adc, ter recusado comentar a possibilidade de ter sido o barclays a realizar a denúncia que iniciou o processo, tal terá mesmo sucedido, assegura o diário económico. citado pela publicação, o responsável disse que “se houve um denunciante, só quando for feita a nota de ilicitude se saberá o nome”

artigo publicado em diario económico

crédito à habitação: “spreads” não baixam há mais de um ano



quanto mais altos forem os "spreads", mais cara será a prestação da casa


os "spreads" do crédito à habitação estão congelados há mais de um ano, ou seja, os bancos não baixam as margens exigidas nos empréstimos para a compra de casa, que são bastante altas, apesar da melhoria registada nas condições de financiamento. o facto de os “spreads” estarem elevados faz com que muitos portugueses não tenham hipótese de recorrer à banca para comprar casa, porque as prestações tornam-se incomportáveis

segundo as contas do jornal de negócios, desde janeiro de 2012, praticamente nenhum dos maiores bancos portugueses alterou as taxas cobradas. apenas o bcp o fez, mas aumentando-as: subiu o “spread” mínimo para 3,75% e o máximo, para os clientes com maior risco, para 5,5%

a publicação escreve que “no início do ano passado o ‘spread’ médio mínimo era de 3,35%”, mas que actualmente é de 3,4%, sendo que o bpi tem o ‘spread’ mais baixo (2,5%) e o bes o mais alto (4%). no que diz respeito aos “spreads” mais altos, o bes cobra 6,5%, o que “torna bastante caro o crédito, apesar das taxas de mercado (que são adicionadas à margem do banco) estarem em mínimo histórico”, lê-se

artigo publicado em jornal de negócios

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

ideias para decorar a árvore de natal (fotos)

 
o natal está à porta e com ele surgem as decorações típicas da época, que cada vez mais estão convertidas em obras de arte. e neste campo ganha preponderância a decoração da árvore de natal, que faz as delícias dos mais pequenos da casa. em baixo damos-te a conhecer alguns exemplos de decorações de árvores de natal, que muitas vezes podem estar a condizer com os tons existentes na habitação
actualmente, além da tradicional árvore de natal verde está muito na moda ter uma árvore “toda pintada” de branco. e como podes ver, são muitas as combinações originais possíveis. para que tires também ideias de como queres decorar a tua árvore de natal apresentamos-te alguns exemplos muito originais.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

valor das casas na posse dos bancos sobe 20% este ano



em setembro, os cinco maiores bancos tinham 4,3 mil milhões em imóveis no seu balanço.

a crise e a austeridade estão a fazer com que haja cada vez mais pessoas a ter de entregar a casa aobanco porque não conseguem pagar a prestação da mesma. só este ano, o valor dos imóveis no balanço dos cinco maiores bancos nacionais (bes, bcp, bpi, cgd e santander totta) aumentou cerca de 20%.

no final de setembro, as cinco entidades financeiras tinham 4,3 mil milhões de euros em imóveis e outros activos não financeiros no seu balanço, provenientes sobretudo de processos de dação em pagamento, mas também de execuções por incumprimento. trata-se de um aumento de 19,3% desde o início do ano, segundo o jornal de negócios. no final do ano passado, o valor inscrito na rubrica de "activos não correntes detidos para venda" dos cinco bancos era de cerca de 3,6 mil milhões de euros.

de acordo com a publicação, o bes é o “principal responsável por este crescimento”. já que nos primeiros nove meses do ano viu o valor no seu balanço passar de 1,6 mil milhões de euros para 2,17 mil milhões. a tendência foi de subida em todos os bancos, mas esta tem, no entanto, vindo a atenuar-se: nos últimos 12 meses, e considerando apenas os quatro maiores bancos privados nacionais, o crescimento foi de 83%, o que compara com 20% este ano.

os dados da associação dos profissionais e empresas de mediação imobiliária de portugal (apemip) confirmam, de resto, este cenário, já que, no terceiro trimestre, foram entregues à banca 1.100 imóveis em dação em pagamento, metade do que se registou entre janeiro e março. desde janeiro, foramdevolvidas aos bancos 4.400 casas.
 
publicado por Retrato de equipa@idealistaequipa@idealista

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

bce já fez prestação da casa descer quase 20%



em causa está a constante descida das taxas euribor.

a prestação da casa vai continuar a descer nos próximos tempos. os mínimos históricos das taxas euribor que se têm vindo a registar, e que surgem na sequência do corte de juros realizados pelo presidente do banco central europeu (bce), o italiano mario draghi, vão fazer com que o valor mensal a pagar ao banco pelo crédito à habitação recue para o nível mais baixo de sempre no próximo mês. de acordo com o jornal de negócios (jdn), desde que monti assumiu a presidência do bce, há praticamente um ano, o fardo das famílias portuguesas com o crédito à habitação reduziu quase 20%.

segundo a publicação, num ano de governação no bce, mario draghi adoptou uma atitude mais proactiva, baixando a taxa de juro de referência em três ocasiões: actualmente está nos históricos0,75%. os cortes de juros, associados às injecções de liquidez, fizeram com que as taxas euribor afundassem, o que funcionou como que um balão de oxigénio para as famílias portuguesas: “parece-me que não terá sido o objectivo principal do bce, e de draghi, ao baixar os juros. [mas] tratou-se de umefeito colateral positivo para os portugueses”, referiu filipe garcia, economista da imf.

as contas do jdn concluem que, no espaço de um ano, os encargos das famílias com o financiamento para a compra de casa encolheram 17,2% nos créditos indexados à euribor a três meses. no prazo a seis meses, a indexante mais usada no país para efeitos de crédito à habitação, a descida é semelhante (17%), sendo que as famílias estão a poupar mais de 66 euros por mês.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

autarquias querem baixar imi para compensar aumento de impostos

associação nacional de municípios portugueses emitiu um parecer negativo sobre o oe2013
a associação nacional de municípios portugueses (anmp) emitiu um parecer negativo sobre oorçamento do estado para 2013 (oe2013), que já seguiu para o parlamento. uma das propostas sugeridas pela associação passa pela aplicação de taxas mínimas de imposto municipal sobre imóveis (imi) mais baixas face à lei. uma forma de compensar os portugueses pelo aumento da carga fiscal.
de acordo com o diário económico, que teve acesso à proposta da anmp, a elevada carga fiscal que recai sobre os contribuintes justifica a “possibilidade de as autarquias, se assim o entenderem,deliberarem aplicar taxas mínimas mais reduzidas que as actualmente em vigor".
desta forma, a anmp propõe uma alteração ao código do imi: as taxas mínimas a aplicar aos prédios urbanos diminuiriam para 0,4% - actualmente variam entre 0,5% e 0,8% - e as taxas mínimas a aplicar aos prédios urbanos já avaliados segundo as regras do novo código baixavam para 0,2%, já que o actual intervalo varia entre 0,3% e 0,5%.
trata-se de uma redução que permitiria às assembleias municipais, que decidem a taxa de imi a aplicar no município, baixar a tributação sobre o património. sublinhe-se que, segundo cálculos da unidade técnica de apoio orçamental, a carga fiscal sobe de 32,4% para 34,2%.
publicado por Retrato de equipa@idealistaequipa@idealista

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

IRS: senhorios arriscam pagar o dobro

os senhorios poderão ter de pagar mais do dobro de IRS em 2013 no caso de elegerem a tributação autónoma das rendas. É que a opção, inscrita na proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano, foi bem acolhida pelos proprietários, mas o valor da taxa (28%) é considerado excessivo.

De acordo com a edição desta quarta-feira do «Diário de Notícias», os rendimentos oriundos das rendas pagaram 292 milhões de euros de IRS em 2010, mas o montante vai subir a partir de 2013. Por um lado, devido ao efeito da subida os escalões e taxas do IRS (para quem opte pelo englobamento); por outro, devido à taxa de tributação autónoma, sendo de esperar que ultrapasse o patamar dos 500 milhões. Ainda que escape à sobretaxa de 4% imposta por Vítor Gaspar.

Só em em 2010, as famílias declararam 2,967 mil milhões de euros de rendimento bruto proveniente de rendas, montante ao qual puderam deduzir o valor pago com o IMI assim como despesas de conservação e de manutenção devidamente comprovadas. Ora, assumindo que correspondem a um terço do rendimento bruto, os senhorios passam a pagar qualquer coisa como 560 milhões de euros de imposto, no caso de optarem pela taxa autónoma.


Fonte: Agência Financeira